Tecnologia sem critério apenas permite cometer erros mais depressa.

Ainda por cá. E cada vez mais difícil de substituir.

Há mais de duas décadas que trabalho com dados, empresas, pesquisa, comportamento digital e decisões baseadas em informação.

Entretanto, mudou quase tudo.

Mudaram os motores de pesquisa. Mudaram os algoritmos. Surgiram as redes sociais, o Google Ads, o SEO técnico, a automação e, mais recentemente, a Inteligência Artificial e os motores generativos.

Hoje fala-se muito sobre aquilo que a IA consegue fazer.

E consegue fazer muito.

Eu próprio uso-a diariamente.

Mas existe uma diferença enorme entre ter acesso a uma ferramenta poderosa e saber o que fazer com ela.

Uma IA consegue analisar milhares de dados em segundos, produzir textos, encontrar padrões, gerar ideias e acelerar processos. O que ainda não substitui facilmente é o critério de quem conhece o terreno, reconhece um resultado absurdo, questiona uma resposta aparentemente perfeita e sabe quando é necessário mudar de direção.

É aí que entram os anos de experiência.

Dados continuam a ser dados. O difícil é saber utilizá-los.

Uma base de dados com centenas de milhares de empresas não vale grande coisa se não estiver limpa, estruturada e segmentada corretamente.

Ter tráfego num site não significa necessariamente ter negócio.

Estar em primeiro lugar no Google não resolve tudo se quem chega não confia na empresa.

E aparecer numa resposta de uma IA começa a ser tão importante como aparecer numa página tradicional de resultados.

É por isso que atualmente trabalho três áreas que estão cada vez mais ligadas:

Dados B2B, SEO e GEO.

Dados para encontrar as empresas certas.

SEO para construir presença nos motores de pesquisa.

GEO para aumentar a probabilidade de uma marca ser encontrada, compreendida e citada pelos sistemas de Inteligência Artificial.

Nenhuma destas áreas funciona particularmente bem isolada.

A IA mudou o jogo. Não eliminou a necessidade de pensar.

Nos próximos anos vamos assistir a uma quantidade enorme de conteúdo produzido automaticamente.

Sites semelhantes.

Textos semelhantes.

Estratégias semelhantes.

Empresas a utilizar exatamente as mesmas ferramentas e a perguntar às mesmas IAs o que devem fazer.

É precisamente aí que estará a diferença.

Não em usar IA.

Mas em saber questioná-la, verificá-la, alimentá-la com dados melhores e transformá-la numa ferramenta de execução em vez de num substituto para o pensamento.

É isso que tenho vindo a fazer na revaliQ.

Testar.

Medir.

Errar.

Corrigir.

Voltar a testar.

E reclamar um pouco pelo caminho, porque também não vale a pena fingir que tudo funciona à primeira.

Continuo por cá.

Com mais ferramentas do que tinha há vinte anos.

Com muito mais dados.

Com máquinas capazes de processar informação a uma velocidade impossível para uma pessoa.

Mas com a mesma regra de sempre:

Tecnologia sem critério apenas permite cometer erros mais depressa.

A IA não mudou essa realidade.

Apenas tornou essa frase ainda mais verdadeira.

Francisco Rocha
revaliQ — Dados B2B · SEO · GEO

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